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O projeto “Divulga IPPUR” tem como objetivo contribuir para a divulgação da produção intelectual do IPPUR. Nesse vídeo é apresentado o artigo de Carlo  Antônio Brandão, Fábio Lucas Pimentel de Oliveira, Leonardo Guimarães Neto e Valdeci Monteiro dos Santos, intitulado “Wilson Cano, intérprete da questão regional e urbana do Brasil”. 

 

Acesse o artigo na íntegra clicando aqui.

 

O artigo é uma homenagem de representantes de quatro gerações de pesquisadores formados e orientados pelo Professor Wilson Cano (1937-2020). O texto percorre uma trajetória acadêmica que legou contribuições fundamentais à compreensão da questão regional e urbana no Brasil. Procura ressaltar os aspectos mais distintivos dos seus estudos, com base em uma concepção histórico-dinâmica e contraditória do desenvolvimento capitalista e dos rebatimentos regionais e urbanos decorrentes de tal processo. Sob a égide do método histórico-estrutural, identifica-se, em suas análises, o exame rigoroso da formação dos complexos regionais, dos movimentos de concentração e desconcentração espacial impulsionados pela industrialização e das determinações da questão fundiária para a urbanização. Ele buscou situar o debate regional e urbano no Brasil no contexto da necessidade de avançar um projeto nacional de desenvolvimento, sem o qual teriam prosseguimento a subjugação das regiões e cidades brasileiras aos determinantes do neoliberalismo e a perda de soberania da nação.

 

Para ter acesso ao vídeo, clique aqui

 

Por Breno Serodio

Graduando em Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social (IPPUR/UFRJ)

 

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No começo do mês de novembro, 03/11, ocorreu a segunda mesa do evento comemorativo pelos dez anos do GPDES, intitulada “Expansão Universitária e Reforma Administrativa”, que contou com a presença da professora Maria Abreu (IPPUR/UFRJ) e do professor Fernando Coelho (EACH/USP). 

 

Com isso, a partir da fala inicial da professora Maria Abreu, nota-se a transformação da conjuntura que engloba o papel do curso de Gestão Pública como instrumento de aprimoramento democrático e fortalecimento das instituições. Após uma década de sua idealização, a esperança transpõe-se em resiliência e a graduação torna-se fundamental para combater o enfraquecimento das relações de poder e aumento das repressões nas dinâmicas sociais.Ao analisar os fatores causadores de  instabilidade política, Abreu perpassa pela complexa leitura não binária, atribuída aos movimentos que tomaram as ruas de todo o Brasil no ano de 2013. Inicialmente, o caráter reivindicativo das demandas era acerca do aumento da passagem dos ônibus, mas, em seguida, o movimento ganhou uma característica multifacetada junto da despolitização, apresentando-se como uma resposta à supressão de políticas sociais, escândalos de corrupção e crise econômica que assolava o paísl. Por consequência dessa dinâmica, em 2016, a presidente Dilma Rousseff sofre o processo de impeachment, considerado por muitos estudiosos como um golpe à democracia..Contudo, o principal objeto de análise política do recorte temporal dos últimos dez anos é a existência da Operação Lava-Jato, no qual o Poder Judiciário apresenta-se como uma espécie de bastião da moral diante dos outros Poderes, principalmente do Executivo. Deste modo, para a professora a principal ruptura no Campo de Públicas é a excessiva presença de carreiras jurídicas sem a devida responsividade de suas atribuições, provocando uma paralisia nas tomadas de decisão originadas pelo Poder Executivo. 

 

Seguindo esta lógica, o professor Fernando Coelho busca contextualizar a dinâmica brasileira na qual o Campo de Públicas foi inserido, tendo em vista o Processo de Redemocratização, a partir de 1985, e que, posteriormente, transformou-se em uma série de incertezas e regressos no âmbito das políticas públicas. 

 

Através deste exame, o professor discorre sobre a criação da Constituição Federal de 1988; a abertura comercial inserida na dinâmica de globalização; estabilidade monetária e redefinição do quadro fiscal; processo de reforma estatal e o PDRAE; processo de descentralização de políticas públicas; agenda da diminuição de desigualdade social; ampliação das políticas sociais e sua agenda transversal e o debate acerca da qualidade de serviços públicos. 

 

Outro ponto abordado foi as mudanças estruturais na Administração Pública por dimensão/geração.  As profundas transformações econômicas,  compreendendo o Estado através das ações reguladora, promotora e provedora, acompanhadas de equilíbrio fiscal e empoderamento da fiscalização e controle são conceituadas como primeira geração. Enquanto isso, a segunda geração configura-se através das  iniciativas administrativas com a melhoria na prestação do serviço público, desburocratização da gestão e transparência administrativa. Em última instância, a terceira geração apresenta-se a partir dos graduais avanços sociopolíticos, fomentado pelo reconhecimento dos Direitos Sociais, mecanismos de Participação Social e tradução desses avanços em políticas públicas. 

 

O ponto de expansão universitária do Campo de Públicas ocorre através da emergência deste nos anos 2000, instrumentalizado pela janela de disseminação acadêmica com o PROUNI; REUNI; PNAP/UAB e expansão das universidades estaduais. A partir de dados do INEP, de 2018, o campo conta com aproximadamente 300 cursos e 35.000 matrículas, mostrando a relevância da área juntamente a institucionalização do movimento estudantil (FENECAP) e docente (ANEPCP). 

 

Por conta da multidisciplinaridade do campo e avanço do perfil de gestor público, que anteriormente exercia um viés mais tecnocrático e pragmático, torna-se mais sensível às nuances e complexidades das políticas públicas, apresentando domínio em diversas áreas do conhecimento relevante à gestão e assim ressignificando o burocrata padrão do século XX e o tornando mais eficiente aos tempos modernos

 

Por fim, o professor Fernando Coelho aborda a amplitude e diversidade do mercado de trabalho da Gestão Pública, onde os egressos dessa área de formação podem exercer suas atribuições. O setor público apresenta-se como principal campo de inserção, acompanhado pela Carreira Acadêmica e posições em Organizações Internacionais, porém não se restringindo nessas diretrizes e se expandindo ao Mercado Privado, Terceiro Setor e o “Setor 2.5” referente aos negócios de impacto social. Desta forma, demonstrando a capacidade do profissional dessa área no saber multidisciplinar e altamente qualitativo em sua formação. 

 

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No dia 26/10, transmitida ao vivo pelo canal da Agência IPPUR no YouTube e mediada pela profª Lalita Krauss (IPPUR/UFRJ), ocorreu a 2º sessão do ciclo de seminários de Teses e Dissertações do Programa de Pós-Graduação do IPPUR (PPG-IPPUR/UFRJ), com apresentação do trabalho do Doutorando Leandro C. Juárez Liberatori, intitulado “As estratégias de RSC como práticas (in)civilizatórias: construindo sociedades a partir das corporações (O caso da Norsk-Hydro no Brasil e na Europa)”. O debate contou com a participação dos professores do IPPUR Alberto de Oliveira e Frederico de Araújo. 

 

Liberatori apresentou o caso da empresa norueguesa Norsk-Hydro, produtora de alumínio, com análise dos programas de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) voltados às comunidades afetadas pela atuação de unidades mineradoras de bauxita e produtoras de alumina na Amazônia brasileira. O projeto foi desenvolvido em decorrência da catástrofe socioambiental de 2018 em Barcarena/PA, onde houve derramamento de resíduos em córregos da região.  O foco do trabalho está em associar práticas fragmentadas, por parte da empresa, com etapas contextualizadas territorialmente até a geração de produtos de ponta, a partir da alumina para uso industrial – um processo destacado como ecológico no continente europeu, por parte da Hydro.

 

Para assistir o seminário na íntegra e saber mais sobre a avaliação dos professores participantes, clique aqui.

 

 

 

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Entre os dias 03 e 07 de novembro, realizou-se o Congresso Internacional Celso Furtado, em comemoração aos 100 anos do economista. O evento foi transmitido pelo canal do Youtube da Tv UERJ Oficial. Teve como objetivo valorizar a memória do teórico cepalino, ressaltando o debate político sobre atraso e desenvolvimento regional, bem como críticas ao neoliberalismo.O congresso contou com a participação de ilustres personalidades como a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro de Relações Internacionais Celso Amorim, além de pesquisadores da Europa, África e Américas.

 

Para mais informações, clique aqui

 

 

 

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No cenário contemporâneo mundial, está cada vez mais claro para a população que o planejamento urbano, sob a ótica  da mobilidade, é primordial para que se possa alcançar um adequado fluxo de pessoas e mercadorias, levando a um espraiamento de redes urbanas otimizadas. Além disso, devido ao contexto pandêmico do Covid-19, explicita-se que o deslocamento vai muito além do que os simples movimentos de idas e vindas.

 

Nesse sentido, a Revista INVI — periódico editado pelo “Instituto de la Vivienda” da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Chile — realizará um dossiê especial dedicado ao dinamismo das metrópoles e à mobilidade no espaço urbano. Com essa edição, a revista abordará diversos assuntos relacionados ao tema, e convoca a apresentação de artigos que possam contribuir para uma ampla construção de reflexões sobre mobilidade urbana.

 

Entre as temáticas sugeridas para submissão de artigos estão a mobilidade ligada à segregação urbana, a acessibilidade diária, a imobilidade residencial e outros. O prazo para recebimento dos trabalhos se encerra em 29 de janeiro de 2021, com previsão de publicação da edição em agosto de 2021. Para mais informações, clique aqui.

 

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