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A Revista de Direito da Cidade (Qualis A1) é uma publicação eletrônica trimestral vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A Revista foi criada em 2006 a partir da necessidade de estudos do Direito a partir de matrizes multidisciplinares: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rdc

 

Neste sentido, enquadrando-se no atual cenário global em que uma doença afeta amplamente a vida, o fluxo e o direito da cidade, a Revista convida autores para submissão de artigos/ensaios no DOSSIÊ TEMÁTICO “Direito da Cidade: conflitos e soluções durante a pandemia de Covid-19”. 

 

Prazo final: 30 de setembro de 2020.

 

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O grupo de trabalho Género, (des)igualdades y derechos en tensión publicou onúmero 1 do boletim “Género y (des)igualdades. Tensiones en debate”. O boletim traz reflexões sobre aspectos críticos da pandemia, o aumento das desigualdades e questões de gênero, entre outros.

 

Para ter acesso ao boletim clique aqui.

 

 

 

Por Beatriz Gomes de Souza, Daiane M Sousa Santos, Maria Fernanda Fontenele e Mayara S S Pinheiro

Graduandas em Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social (IPPUR/UFRJ)

 

A quarta live do Ciclo de Debates IPPUR, ocorrida no último dia 15, no canal da Agência IPPUR no YouTube, contou com a participação da profa. Fania Fridman e o prof. Carlos Henrique Ferreira Jr sobre o tema “Epidemia e Ordem Pública: A cidade do Rio de Janeiro no Século XIX”. A palestra mediada por Rafael Vidal tratou da perspectiva histórica da cidade do Rio de Janeiro no século XIX, no que diz respeito à relação entre os problemas de saúde pública decorrentes de diversas epidemias da época e o território. Abordada por duas correntes ideológicas, os pesquisadores apontaram as proposições feitas para abrandar os efeitos das crises sanitárias que assolaram a cidade na época. O debate baseou-se na pesquisa desenvolvida para a produção de um artigo para o livro “Na Saúde e na doença: história, crises e epidemias:reflexões da história econômica na época da Covid-19”, organizado por Rita Almico, James Goodwin Jr. e Luiz Fernando Saraiva. 

 

Inicialmente, Fania Fridman apresentou o capítulo do livro, cujo nome deu origem ao debate. O artigo trata de diversas epidemias que afligiram o território central do Rio de Janeiro no século XIX, sob as perspectivas do Socialismo Romântico e do trabalho do médico, vereador e presidente da Junta de Saúde, José Pereira Rego, o barão do Lavradio. Por conseguinte, os autores tiveram por objetivo aprofundar as medidas adotadas do ponto de vista do planejamento urbano e regional. 

 

Em primeiro lugar, cabe ressaltar a definição teórica de Socialismo Utópico, definido por Fridman, como uma forma de denúncia da modernidade europeia, desde o século XVIII. Desse modo, apesar dos avanços civilizatórios, a modernidade causava enorme sofrimento às grandes cidades. Em função disso, a pesquisadora aponta que propunha-se, como via de resolução de conflitos, a criação de um socialismo cristão ou de uma cidade republicana, cuja organização possuísse um respaldo no setor industrial, no descanso dominical, na igualdade das mulheres, nas sociedades de auxílio mútuo e na homeopatia.  

 

A higiene pública, tratada como um movimento higienista, consistia em uma medicina com o intuito de implementar políticas de prevenção de doenças e para ornar uma cidade sã. Era, para os Socialistas Românticos, um modelo de organização para tornar a cidade um corpo saudável. 

 

Além disso, Fania Fridman apresenta duas perspectivas complementares à noção higienista. A primeira é que as doenças podem ser transmitidas pelas condições sociais, isto é, pela insalubridade do ambiente de trabalho e o excesso da jornada de trabalho. E, por fim, a filosofia presente no Socialismo Utópico, com autores como Fourier, Victor Considerant, Saint Simon e Pierre Leroux. A professora ressalta a contribuição destes autores no processo de formação do planejamento urbano como forma de solução aos problemas sanitários das cidades. Fourier afirma que as cidades são o epicentro das graves dificuldades sociais, sendo uma das soluções à organização em falanstérios[1]. Contudo, o discípulo de Fourier, Victor Considerant, também contribuiu para a reflexão do higienismo nas cidades, a partir da ideia de construção de uma cidade com a eliminação dos cafés e casas de jogos, limpeza das ruas e abolição da escravidão. Entretanto, Saint Simon defende que a verdadeira higiene ou verdadeira base cristã estaria na organização científica da indústria e dos homens. O discípulo de Saint Simon, Pierre Leroux, por sua vez, defende que o socialismo consiste na não repressão das mulheres pelos homens, dos estrangeiros pelos nacionais e dos proletários pelos burgueses. Os higienistas propunham soluções mais concretas com um viés global, tal como um rascunho para a solidificação de ideais de planejamento urbano a partir de uma reestruturação total das cidades. 

 

Considerada a primeira experiência concreta do Socialismo Romântico no Brasil, o fracasso dos falanstérios na cidade do Rio de Janeiro contrapõe-se à chegada de médicos como Benoit Mure, editor do jornal O Socialista da Província do Rio de Janeiro, assim como a construção de Casas de Saúde Homeopáticas e de um Instituto para o ensino da homeopatia. O periódico de 1845 já abordava a questão socialista como um progresso universal e o seu fim no ensino aos homens a se amarem uns aos outros. Por isso, eram abordadas questões como a demarcação de terras indígenas, a abolição da escravidão, reformas e a conservação do que era bom e o aperfeiçoamento do insuficiente.

 

A partir da análise de diversos periódicos, Fania Fridman conclui que, para os discípulos de Fourier, fundadores do Instituto Homeopático, a distribuição de medicamentos homeopáticos era de suma importância, já que, a homeopatia era considerada a medicina dos pobres. É o caso observado, por exemplo, no periódico A Nova Minerva, que veiculava os benefícios da homeopatia, em 1846, cujas críticas ao uso da violência no controle das epidemias eram feitas constantemente. Era criticada a ideia de que os pobres eram responsáveis pela sua condição de pobreza e falta de higiene. Muitos dos autores do periódico, inclusive, criaram Juntas de Caridade, resguardadas por um fundo municipal de impostos sobre aluguéis. O semanário A Abelha afirmava a importância da fiscalização de estabelecimentos pelas autoridades sanitárias e administrativas e, além dos processos industriais com preceitos da higiene pública, propunha a criação de uma legislação de regulação de duração do trabalho nas oficinas. 

 

A professora encerra sua fala pontuando a importância do grupo de médicos homeopatas que propunham uma intervenção nas cidades, no sentido de amenizar os efeitos das epidemias, sem violência. Isto significaria, portanto, uma maior atuação do Poder Público.

 

Em seguida, o professor Carlos Henrique Ferreira Jr aborda os comentários do Segundo Barão do Lavradio, José Pereira Rego, na obra Esboço Histórico das Epidemias Que Tem Grassado na Cidade do Rio de Janeiro: Desde 1830 A 1870, no qual o autor faz um grande levantamento a partir de todas as fontes então existentes sobre as doenças que afetaram o território.

 

O professor Ferreira Jr. define as décadas de 1850 e 1860 como foco de sua pesquisa, as quais coincidem com a ocupação pelo barão de um cargo na Junta de Higiene e Saúde. Devido ao cargo ocupado, José Pereira Rego tinha acesso a dados para estruturação de seu estudo. Sendo assim, é apresentada uma série de comentários sobre as medidas e as propostas a respeito do sucesso e do fracasso das políticas aplicadas na época em função das crises sanitárias. A partir disso, o autor aproxima-se e afasta-se do Socialismo Utópico, especialmente em relação à condenação da escravidão que, segundo José Pereira Rego, partiria de uma visão estritamente epidemiológica, sendo degradadora da moral pública e disseminadora de doenças provenientes do continente africano. Visto isso, o Barão menciona a criação de um órgão estatal especializado em ações públicas voltadas à saúde e à política sanitária. 

 

A partir da consolidação da ideia da importância da promoção de saúde pública e seu controle, criou-se no Rio de Janeiro um órgão capaz de levantar dados estatísticos e epidemiológicos sobre as causas mortis na cidade. Evidencia-se uma preocupação do médico em levar em conta o conhecimento acerca dos aspectos de saúde, como a causa das mortes dos indivíduos e as condições em que os mesmos viviam, configurando para o autor uma melhoria do sistema administrativo de saúde para o controle de epidemias na cidade.

 

Carlos Henrique Ferreira Jr. aponta sobre outro ponto interessante no texto de Rego que enfatiza a importância da criação de um hospital offshore para marinheiros, ou seja, fora da mancha urbana da cidade do Rio. A existência de um local específico para alocar os marinheiros e tripulantes em quarentena garantia à cidade uma infraestrutura que salvaguardava os navios mercantes de aportarem na cidade. Em suma, em caso de uma epidemia a bordo, haveria um espaço adequado para tratamento.

 

Ademais, Rego também aponta para os melhoramentos públicos da estrutura pública urbana como um dever do Estado, dialogando com as ideias dos Socialistas Românticos, como a criação de uma rede de abastecimento de água e de esgoto para melhoria no saneamento básico da cidade. Por outro lado, entende que não é papel do poder público a criação de moradias sociais. 

 

Aposta, portanto, na criação de uma legislação a ser cumprida para a criação de casas e expansão da cidade, embora uma das principais dificuldades para o enfrentamento de epidemias na cidade do Rio de Janeiro fosse a negligência da Câmara Municipal em cumprir a legislação da Repartição de Saúde. O professor Ferreira Jr afirma que, de um modo geral, o barão do Lavradio compreendia que o papel de construção das casas e extensão das cidade, exceto água e esgoto, era de responsabilidade dos particulares e cabia ao Poder Público cobrar o cumprimento das regras pré-estabelecidas pela Repartição de Saúde e Polícia Sanitária. 

 

Durante o debate, que ocorreu durante a live, surgiram várias perguntas por parte dos espectadores, como por exemplo: "Como agiam os distintos grupos políticos em torno das epidemias e como se desenvolviam os debates para seus enfrentamentos?"; "Se há alguma referência sobre como as instituições de polícia e justiça se posicionaram nesse período onde as pandemias abrem margem para medidas autoritárias e qual a atuação desses grupos na manutenção da ordem social?"; "Podemos dizer que prevalecia na época uma ideia de política pública também como processo disciplinador?" 

 

Em resposta, Fridman apresenta as epidemias da Febre Amarela, considerada uma doença de 'branco', e do Cólera, considerado uma doença de 'negro'. Nesse sentido, segundo Fridman, as medidas contra a Febre Amarela eram mais intensas que o Cólera, um tipo de racismo 'abrasileirado', pois as expectativas era a substituição de negros por brancos estrangeiros. Desta forma, Fridman conclui que esse combate contra as epidemias, na época, era muito ideológico, assim como o higienismo é ideológico, no sentido de que existem técnicas de prevenção contra o surgimento de determinadas doenças e técnicas neutras que iriam funcionar em qualquer lugar. 

 

Ferreira Jr complementa falando sobre a existência de jornais operários, de medicina, de diversas e variadas tendências nos quais aconteciam os debates dos grupos políticos. Na época, existia um número grande de analfabetos, que recebiam uma informação mediada, existindo assim aqueles capazes de ler e de reproduzir as opiniões e outros não. 

 

Por fim, Ferreira Jr elucida diversos pontos do texto de Rego e suas contribuições para o que se entende hoje como importante para manutenção da saúde pública. Vale refletir sobre o atual cenário político que o Brasil tem vivido, desde o negacionismo científico até a censura de dados sobre as mortes por conta da COVID-19 e como isso deve impactar diretamente no desenvolvimento de pesquisas e elaboração de políticas públicas, sobretudo saneamento básico. 

 

Confira a live completa através do canal da Agência IPPUR, no Youtube, e assista a esta e outras lives do Ciclo de Debates.

 

Notas

  1. Comunidades organizadas em grandes construções comunais, nas quais haveria uma concentração harmônica dos atores sociais. Dessa forma, cada um trabalharia a partir da sua vocação e paixão, ou seja, livre de produção em uma propriedade coletiva. 

 

Na sexta, dia 19 de junho, foi lançado o Comitê Popular de Crise. A iniciativa reúne profissionais de saúde, pesquisadores, movimentos de favelas e partidos políticos em busca de ações de solidariedade e de preservação da vida. O manifesto do CPC foi assinado por mais de 160 organizações e no dia 24 de junho aconteceu a primeira plenária. O IPPUR é uma das entidades que compõem o comitê.

 

O Rio corre o risco de uma explosão de casos de Covid-19 nas próximas semanas. Por isso, coletivos de favela, campanhas de solidariedade, organizações de juventude, movimentos populares, entidades da sociedade civil, institutos de pesquisa e partidos políticos se unem, em prol da vida, na construção de uma frente única para enfrentar os desafios colocados pela crise sanitária e econômica que a cidade do Rio de Janeiro enfrenta nesta etapa da pandemia do novo coronavírus. Nasce assim o Comitê Popular de Crise RJ.

 

Hoje existem diversas iniciativas populares interessantes (desde observatórios da pandemia a redes de solidariedade) dispersas pela cidade. O nosso desafio enquanto Comitê será articular um ponto de encontro onde essas iniciativas podem trocar experiências, socializar informações e combinar um plano de ação comum.

 

EM DEFESA DA VIDA

 

Manifesto de lançamento do COMITÊ POPULAR DE CRISE DO RIO DE JANEIRO

 

No mundo inteiro e até mesmo em algumas regiões do Brasil, o relaxamento da quarentena significou novos casos e mais mortes. Por que na cidade do Rio de Janeiro seria diferente? Hoje, somos mais de 40 mil contaminados e 5 mil mortos por Covid-19. Seguindo a toada de Bolsonaro, Crivella realiza um plano de reabertura irresponsável e que pode ser fatal para a população mais pobre da cidade. Os leitos de UTI da rede municipal estão oscilando em 90% de ocupação nos últimos dias e nada leva a crer ser prudente reabrir a cidade de uma hora para outra. Com o agravamento no número de casos nas próximas semanas, podemos viver um colapso nunca visto.

 

Quem está morrendo por Covid-19 tem classe, cor e território. A região mais pobre da Zona Oeste e as favelas são as áreas com mais perdas pela Covid-19. Isso ocorre não pela pandemia em si, mas porque seus moradores vivem na pele o longo histórico de falta de políticas públicas, o racismo estrutural e o atual desmantelamento do atendimento da rede primária do SUS na cidade.

 

A proposta de reabertura de Crivella é a prova de um crime premeditado e que atinge aos mais pobres, moradores de favelas e periferias e sobretudo a população negra de nossa cidade, destacando-se as mulheres, mães, avós, tias, irmãs e filhas da negritude, base dessa estrutura e que se vê refém da fome da falta de alternativas para a sobrevivência.

 

Em contraposição à barbárie de nossos governantes está o povo, sua solidariedade de classe e prática coletiva. Enquanto Crivella, Witzel e Bolsonaro se isentam de cumprir com a função social que lhes cabem, são as inúmeras iniciativas de solidariedade lideradas por movimentos e coletivos de favelas que estão levando comida, prevenção e luta à população. São nas vidas salvas pelo SUS e na força cotidiana dos profissionais de saúde que vemos o verdadeiro empenho contra a pandemia. É na dedicação dos pesquisadores de instituições como a Fiocruz, UFRJ, UERJ e UFF que podemos confiar nos dados que atestam que sim, esse não é o momento para flexibilizar o isolamento e incentivar a ida às ruas. Pelo contrário, é tempo de políticas públicas que garantam aos mais pobres renda, segurança alimentar, informação e atendimento digno nas redes de saúde municipal, estadual e federal.

 

Em defesa da vida, o Comitê Popular de Crise, formado por coletivos e movimentos de favelas, profissionais de saúde e pesquisadores de entidades públicas, além de mandatos parlamentares, convida toda a sociedade carioca, organizações e lutadores sociais, a se unirem em prol do direito à vida, à informação e ao isolamento social neste momento decisivo em que o presidente incentiva o desrespeito aos que estão na batalha diária pela vida nos hospitais, o governo do Estado se esfacela e o prefeito do Rio ignora a ciência e expõe a população mais pobre ao contágio.

 

O COMITÊ POPULAR DE CRISE tem como objetivo:

1 – Coletar, sistematizar e divulgar informações a respeito da evolução e do combate à pandemia em nossa cidade;

2 – Dar visibilidade, incentivar e contribuir com as iniciativas de solidariedade em curso nas favelas e periferias do Rio de Janeiro;

3 – Propor atividades e campanhas que contribuam para o fortalecimento das medidas necessárias à preservação das vidas e para o rechaçamento daquelas que significaram aumento das mortes em nossa cidade.

 

Integram o COMITÊ POPULAR DE CRISE da cidade do Rio de Janeiro:

A Voz do Lins

ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva

AERJ – Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do RJ

Afronte

AGB Seção Local RJ - Associação dos Geógrafos Brasileiros

AMTRJ - Associação dos Musicoterapeutaus do RJ

ANPUH - Associação Nacional de História

As Mariamas

ASDUERJ – Seção Sindical/ANDES-SN

Associação Brasileira de Juristas pela Democracia

Associação Cultural e Esportiva Jovens do Futuro

Associação de Pós-Graduandos da UERJ

Associação de Pós-Graduandos da UFF Marielle Franco

Associação de Pós-Graduandos da UFRJ

Associação de Remanescentes Quilombola Dona Bilina

Brigadas Populares

Campanha Nenhum Serviço de Saúde a Menos

CEBES - Centro Brasileiro de Estudos da Saúde

CEBRAPAZ RJ - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz RJ

CEDICUN - Centro de Estudos da Cultura Negra

Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé

CIDADES Núcleo de Pesquisa Urbana da UERJ

CMP – Central de Movimentos Populares

CNA - Central de Notícias do Andaraí

Co&C – Coletivo Orçamento & Cultura

Coalizão Pelo Clima RJ

Coletivo de Educação Popular Margarida Maria Alves

Coletivo de Estudos sobre Violências e Sociabilidades do IESP/UERJ

Coletivo Fala Akari

Coletivo Fernando Santa Cruz

Coletivo Maré 0800

Coletivo Marginal

Coletivo Pac'Stão

Coletivo Tá na Rua

Consulta Popular

COREN - Conselho Regional de Enfermagem

CTARJ - Coletivo dos Tecnicos e Auxiliares de Farmácia do RJ

CTB/RJ - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras RJ

CTO - Centro de Teatro do Oprimido

Direção municipal do PCdoB - Partido Comunista do Brasil

Direção municipal do PSB - Partido Socialista Brasileiro

Direção municipal do PSOL – Partido Socialismo e Liberdade

Direção municipal do PT – Partidos dos Trabalhadores

Direção municipal UP – Unidade Popular

Diretório Central dos Estudantes CEFET

Diretório Central dos Estudantes UERJ

Diretório Central dos Estudantes UFF - Fernando Santa Cruz

Diretório Central dos Estudantes UFRJ - Mário Prata

Diretório Central dos Estudantes UNISUAM

DISTÚRBIO – Dispositivos, tramas urbanas, ordem e resistências / UERJ

FASE - Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional

Favela Cineclube

FBPRJ - Frente Brasil Popular RJ

FMF - Federação de Mulheres Fluminense

Fórum de Saude do RJ

Fórum Estadual de Mulheres Negras RJ

Frente Ampla Suburbana

Frente Cultura RJ

Frente de Mobilização da Maré

Frente Estadual pelo Desencarceramento – RJ

Frente Povo Sem Medo

Frente Teatro RJ

Gabinete de Crise do Alemão

Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF

Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Educação da UFF

Ilha Contra o Corona

Instituto Pacs - Políticas Alternativas para o Cone Sul

Instituto Raízes em Movimento

Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

Juntos!

Juventude Manifesta

Laboratório de Direitos Humanos da UFRJ

Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades da UFF

Laboratório de Estudos sobre Conflitos, Cidadania e Segurança Pública da UFF

Laboratório do Direito a Cidade e Território do NEPP-DH/UFRJ

Levante Popular de Juventude

Mandato deputada estadual Dani Monteiro (PSOL/RJ)

Mandato deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB/RJ)

Mandato deputada estadual Mônica Francisco (PSOL/RJ)

Mandato deputada estadual Renata Souza (PSOL/RJ)

Mandato deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ)

Mandato deputada federal Talíria Petrone (PSOL/RJ)

Mandato deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL/RJ)

Mandato deputado estadual Flávio Serafini (PSOL/RJ)

Mandato deputado estadual Waldeck Carneiro (PT/RJ)

Mandato deputado federal David Miranda (PSOL/RJ)

Mandato deputado federal Glauber Braga (PSOL/RJ)

Mandato deputado federal Marcelo Freixo (PSOL/RJ)

Mandato vereador Babá (PSOL/RJ)

Mandato vereador Fernando William (PDT/RJ)

Mandato vereador Leonel Brizola (PSOL/RJ)

Mandato vereador Marcos Paulo (PSOL/RJ)

Mandato vereador Paulo Pinheiro (PSOL/RJ)

Mandato vereador Reimont (PT/RJ)

Mandato vereador Renato Cinco (PSOL/RJ)

Mandato vereador Tarcisio Motta (PSOL/RJ)

Mandato vereadora Luciana Novaes (PT/RJ)

Marcha das favelas pela legalização

MATER - Movimento de Artistas de Teatro do Rio

MLB - Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas

MLC - Movimento Luta de Classes

MNLM – Movimento Nacional de Luta pela Moradia

MOVEM – Movimento de Mães, Pais e Responsáveis pela Escola Pública Municipal Carioca

Movimento Baía Viva

Movimento das Mulheres Sambistas

Movimento Popular de Favelas

MST – Movimento Sem Terra

MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação

Núcleo de Estudos Afrobrasileiros ONDJANGO/FAETEC-RJ

Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana do IFCS/UFRJ

Núcleo de Estudos sobre Escola, Sociedade e Democracia da PUC-Rio

Núcleo de Estudos Trabalho e Sociedade do IFCS/UFRJ

Observatório Carioca da Pandemia

Observatório das Metrópoles do IPPUR/UFRJ

Observatório dos Conflitos Urbanos na cidade do Rio de Janeiro do ETTERN/IPPUR/UFRJ

Observatório Fluminense da UFFRJ

Ocupa Carnaval

Ocupa Tijuca

OMA – Associação Organização Mulheres de Atitude

Onde Tem Solidariedade

Partido Comunista Brasileiro - PCB RJ

Pastoral do Meio Ambiente

Peneira

Plenária da Zona Oeste

Portal Favelas

Pré vestibular popular +Nós

Quem ama é solidário

Raízes em Movimento

Reage Artista

Rede Baixada em Cena

Rede Carioca de Educação Ambiental

Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência

Rede Emancipa de Educação Popular

Rede Jubileu Sul Brasil

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares

Rede Rap Resistência Viva

Roda Cultural da Central

Roda Cultural do Centenário

RUA- Juventude anticapitalista

SASERJ - Sindicato dos Assistentes Sociais do RJ

SATEMRJ - Sindicato dos Técnicos de Enfermagem dp RJ

SBAT - Sociedade Brasileira de Autores Teatrais

SBPC - Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência

SECRJ - Sindicato dos Comerciários do RJ

SEPE - Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro

SINDACS - Sindicato dos Agentes Comunitarios de Saude do Municipio do RJ

SINDENF - Sindicato dos Enfermeiros do Estado do RJ

SINDISEPRJ – Sindicato Intermunicipal dos Servidores Públicos Federais dos Municípios do RJ

SINDPSI - Sindicato dos Psicólogos do RJ

SINDSERJ – Sindicato dos sociólogos do Estado do RJ

SINERJ- Sindicato dos Nutricionistas do Estado do RJ

SINFAERJ- Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do RJ

SINMED - Sindicato dos Médicos do RJ

SINPRO – Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro

Solidariedade nas ruas

Solidariedade Suburbana

UBM – União Brasileira de Mulheres

UEERJ – União Estadual dos Estudantes do RJ

UJS – União da Juventude Socialista

UNEGRO – União de Negros pela Igualdade

Voluntários Fazendo Criança Sorrir 

 

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O livro “COVID-19 e a crise urbana” em seu viés geográfico dá centralidade ao fato de que vivemos numa sociedade urbana e mundalizada, campo fértil para a propagação do vírus em boa parte do planeta. 

 

No caso brasileiro a epidemia vem agravar uma crise urbana vivida em sua radicalidade: a concentração de renda que acompanha a história brasileira se vê agravada pelo modelo neoliberal de desenvolvimento  que tem rebatimento direto no modo como essa concentração hierarquiza a sociedade no espaço produzindo a cidade segregada (social e espacialmente), o que implicará no modo diferenciado como a pandemia vai se concretizar e evoluir atingindo diferencialmente a sociedade.

 

Acompanhada de uma profunda crise política o drama social de vê multiplicado, no Brasil, pela contradição entre a política federal que privilegia o “direito ao crescimento” e as estratégias sugeridas pela OMS e, seguida em parte pelos governadores e prefeitos brasileiros, do “ direito à vida”.O conflito entre as políticas federais e as estaduais e municipais escancaram a orientação dos gastos públicas submetidos pela lógica neoliberal que vem privando parte significativa da sociedade brasileira do direito à cidade que aparece hoje em seu avesso na precariedade impiedosa da vida periférica promovida pela incessante busca do lucro.

 

A pandemia se instaura num urbano em crise, de enfrentamentos políticos cujas alianças se fazem contra o social. À deriva, uma parcela da sociedade, presa nas periferias urbanas sem assistência e políticas de produção do espaço de uma vida digna, vai construindo estratégias próprias e solidárias de superar este momento. Esta aparece como a possibilidade decriar os laços que permitem construir um projeto de futuro em comum na cidade, recolocando a luta de classes num outro patamar: a solidariedade frente a barbárie.

 

Realizado no “calor do momento” sobre um tema candente que nos aflige a todos, o livro traz, todavia, um debate conceitual sobre a compreensão da cidade e do urbano em crise, no Brasil.

 

Para ter acesso ao livro, clique aqui

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