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Durante a sessão "Favelas e seus desafios urbanísticos", a XXV Semana PUR contou com a apresentação do livro "Complexo do Alemão — uma bibliografia comentada", do Instituto Raízes em Movimento. A publicação tem como objetivo criar uma base sólida de consulta para pesquisadoras/es e público em geral sobre a produção com foco no Complexo do Alemão, possibilitando assim que outras histórias sobre a cidade possam ser contadas.

 

Segundo Thiago Matiolli, um dos organizadores do livro, o projeto  foi idealizado inicialmente em 2010 a partir do projeto Adubando Raízes Locais com um mapeamento incipiente das produções acadêmicas e do poder público. Porém, esse projeto tomou fôlego somente em 2016 e se concretizou durante o ano de 2017 com a publicação do livro “COMPLEXO DO ALEMÃO – uma bibliografia comentada”.

 

"O objetivo do livro é criar uma base sólida de consulta para pesquisadoras/es e público em geral sobre a produção com foco no Complexo do Alemão; mas, também e, sobretudo, oferecer a organizações sociais locais e pessoas que trabalham no bairro (professoras e professores da educação básica), um atalho para um dado conhecimento sobre o bairro, cujo acesso, acreditamos, poderá potencializar suas lutas e atuações diversas", aponta Matiolli.

 

A publicação está disponível para download no Portal do Centro de Pesquisa, Documentação e Memória do Complexo do Alemão (CEPEDOCA).

 

Link para o download.

 

 

Favelas e seus desafios urbanísticos

 

sessao4 favela

 

A sessão 4 da Semana PUR, com o tema "Favelas e seus desafios urbanísticos" contou ainda com apresentações de trabalhos que buscaram refletir sobre a existência ou não de políticas públicas em áreas populares, como Rocinha, Manguinhos e Jacarepaguá. A seguir o resumo dos destaques.

 

Trabalho 1 — "Favela - um ponto fora da curva e a incapacidade de geração de políticas públicas para os pobres – Rocinha palavra imagem" (Antonio Ferreira de Mello)

 

Os contrastes sócio-econômico-cultural das favelas tendo como base a Rocinha. Como viver o cotidiano em uma favela conflagrada pela violência. Os mutirões. A solidariedade. A construção de um espaço pertencente à cidade. A luta pela melhoria nas condições de vida do favelado. As experiências de um presidente de associação de moradores. A importância da Associação de Moradores. Os conflitos entre moradores e a mediação de conflitos. As reivindicações e a relação com governos. A luta pela água, pela luz elétrica, pelo saneamento básico, pela urbanização e pelo direito a moradia digna. A luta pelo respeito aos direitos humanos e a cidadania. O preconceito e a discriminação.O emprego, o desemprego e o subemprego. A criminalização da pobreza dos moradores de favela. IDH de uma favela da Zona Sul. A juventude negra e seu calvário (criminalização, preconceito, educação, cultura, saúde, esporte, lazer). As adolescentes grávidas. O baile funk. Os movimentos sociais e a  interferência no cotidiano dos favelados. O tráfico de drogas e a violência armada do Estado. UPP - Política de proximidade e a necro política. As construções dos barracos e seus contrastes. Becos e vielas. A morte e suas formas. Políticas públicas para os pobres.                                                           

 

Trabalho 2 — "Gestão e Políticas Públicas: Planejamento Urbano na Região de Manguinhos a partir do PAC-Favelas e suas Implicações" (Leonardo Monteiro)

O objetivo geral deste artigo é refletir sobre as insuficiências/ineficiências associados à implementação do PAC-favelas (2008-2012) como política pública em Manguinhos - Rio de Janeiro, seu diálogo com outras políticas (saúde e educação) e com a Gestão Pública. De modo que, todos estes objetos sejam verificados à luz da literatura que permeia o tema e suas correlações.

 

O projeto é permeado pelo pressuposto de que o governo Lula 2003-2006 retirou o Brasil de uma profunda crise e lançou bases sólidas para o desenvolvimento, com indicadores econômicos positivos e condições para ampla distribuição de renda, criando um cenário propício para a superação das desigualdades e afirmação da perspectiva progressista.

 

O estudo que aqui apresentamos tem como foco análise a partir de uma descrição qualitativa – calcada na metodologia proposta pela autora Cecília Minayo. A intenção desta pesquisa é verificar as condições e contradições em que este programa foi apresentado e aplicado, bem como seu diálogo com os sujeitos sociais envolvidos nesta formulação e outras políticas. O Estado como sujeito social também é introduzido na discussão e suas responsabilidades dentro do sistema serão abordadas. Dentro desses deveres está o ponto chave em nossa pesquisa: Gestão Pública.

 

Trabalho 3 — Quando o Estado falha: a atuação de um Pré-vestibular comunitário como agente transformador e de inserção sociocultural (Amanda Silveira)

O artigo tematiza a atuação de Pré-vestibulares comunitários enquanto promotores de acesso do direito à cidade aos moradores das regiões onde atuam. Nas periferias da cidade do Rio de Janeiro, é frequente a existência destas organizações. Destarte, tem como foco o Pré-vestibular Machado de Assis, organização autônoma que atua no Morro da Providência, região central do município.

 

A hipótese levantada é a de que a organização tem o papel de vetor de inserção sociocultural e agente transformador na comunidade. Para obter respostas, observamos a presença de alunos, professores e apoiadores em atividades teatrais como ação promovida pelo Pré-vestibular. Estritamente, buscamos localizar as potências desta organização enquanto espaço de solidariedade e de vínculos horizontais fortalecedores das relações sociais e territoriais em contraponto à deficiente atuação do Estado na promoção de políticas públicas de fomento à cidadania e apropriação do espaço e equipamento urbano e cultural.

 

Trabalho 4 — Como morar é luta! (Geisa Bordenave)

Este trabalho faz parte de uma pesquisa realizada entre 2014 e 2018 para a minha tese de doutorado em Ciências Sociais. Durante este período acompanhei processos de organização e mobilização da União por Moradia Popular do Rio de Janeiro para acessar recursos do programa Minha Casa Minha Vida Entidades visando a construção de habitações através dos regimes de mutirão e autogestão. Desde 2008, com a criação deste programa federal diversos movimentos populares têm se mobilizado com o intuito de conseguir acessar estes recursos. As etapas que envolvem organização, mobilização e construção das moradias são repletas de entraves e conflitos.

 

Além disso, é também um longo processo: no caso de Esperança, a cooperativa que é o ponto central deste trabalho, foram 16 anos de muita luta. Esperança se tornou símbolo de uma luta bem sucedida e de moradia de alta qualidade construída por movimentos populares em regime de mutirão no Rio de Janeiro. Até o momento da elaboração deste trabalho a cooperativa habitacional Esperança, inaugurada no ano de 2015 e localizada no bairro Colônia, Jacarepaguá, Zona Oeste, foi a única na cidade a ser construída através do financiamento deste programa.

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