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“A UFRJ está na escola!”, essa é a expressão recorrente quando a equipe do projeto de extensão Rodas de Diálogo, Acesso aos Serviços Públicos e Cidadania (IPPUR/UFRJ) chega às escolas do Rio. A iniciativa tem por objetivo aproximar estudantes do debate sobre serviços públicos e o papel do Estado, ampliando os entendimentos sobre o bem público, espaços coletivos e cidadania.

 

O projeto tem sido desenvolvido pelos professores do IPPUR Lalita Kraus, Deborah Werner Alberto de Oliveira, Renata Bastos e Nathália Azevedo, em parceria com a Professora Carla Hirt, do Instituto Federal do Rio de Janeiro.

 

"A iniciativa surgiu do reconhecimento da necessidade de disputarmos na sociedade outros entendimentos sobre o Estado, o bem público, os espaços coletivos, os serviços públicos, os direitos e o pacto societário constitucional, de modo a romper com o senso comum que atribui ao público e ao Estado a ideia de corrupto, ineficaz, desqualificado etc", explica a profª Deborah Werner.

 

"Buscamos o engajamento de estudantes aos temas da esfera pública, através da troca de saberes e experiências que evidenciem e problematizem as relações entre poder público e a escala da vida cotidiana. Acredita-se no amplo diálogo como caminho de fortalecimento dos laços de solidariedade em prol do bem comum e dos valores emancipatórios, capazes de contribuir para uma sociedade mais justa e menos desigual em termos econômicos, sociais, políticos e ambientais", completa.

 

Entre 2018.2 e 2019.2, foram realizadas rodas de diálogos em quatro Escolas da Ensino Fundamental, Médio e Educação para Jovens e Adultos (EJA), nos bairros da Glória, Copacabana, São Cristóvão e Bangu.

 

Segundo Deborah Werner, as visitas apontaram desigualdades territoriais na oferta de serviço público de Educação, observadas em termos infraestruturais e de gestão, aspectos ainda em análise pelo grupo.

 

Além disso, percebe-se o quão distante a Universidade ainda está de jovens com idade próxima ao seu possível ingresso, visto que para muitos o ensino superior ainda não é considerado como uma possibilidade para o futuro.

 

Nesse sentido, juntamente com temas como saneamento básico, energias alternativas e pacto federativo, a equipe da Rodas de Diálogo conversa sobre as formas de ingresso no Ensino Superior, a importância da Universidade para o desenvolvimento de pesquisas e os diversos cursos ofertados pela UFRJ.

 

"Para além da troca de conhecimentos, podemos destacar a potencialidade transformadora dos encontros entre a vivência acadêmica e a comunidade escolar, ao estimular o exercício das distintas formas de comunicar o saber, bem como promover o engajamento político a partir da legitimidade oriunda da representatividade e do reconhecimento", relata Deborah.

 

Para o anos de 2020, o projeto de extensão pretende levar para as escolas os temas trabalhados na Oficina de Comunicação realizada ao longo de 2019.2. Na ocasião, os estudantes do GPDES aprenderam ferramentas diversas de comunicação para serem aplicadas às temáticas como Educação Política, #EunaUFRJ, Projeto de Reciclagem nas Escolas, Papel dos Três Poderes, as relações entre o público e o privado, entre outros temas.

 

Aos interessados em levar o projeto Rodas de Diálogo às escolas públicas, associações de bairro, movimentos sociais ou outros coletivos, entrar em contato com This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

 

 

DEPOIMENTOS

A seguir apresentamos depoimentos de docentes e alunos envolvidos com o projeto de extensão "Rodas de Diálogo, Acesso aos Serviços Públicos e Cidadania":

 

COMUNICAÇÃO PARA A GESTÃO PÚBLICA

Por Lalita Kraus (Docente do GPDES/IPPUR)

 

No início de 2019 começou uma colaboração com o Projeto Manivela, um projeto social colaborativo fundado por estudantes do GPDES/IPPUR com o objetivo de promover mudanças em favelas e subúrbios.

 

Os membros do projeto Rodas de Diálogo e do projeto Manivela perceberam que compartilhavam o mesmo sonho na medida em que desejavam encontrar formas, estratégias comunicativas e linguagens que pudessem comunicar para a sociedade conteúdos próprios da gestão pública e questões relativas a serviços públicos, direitos e consolidação da cidadania. O segredo, como os membros do projeto Manivela costumam dizer, é descomplicar, ou seja, transformar conteúdos complexos e de difícil compreensão através de uma linguagem mais simples, relacionada com o cotidiano das pessoas, mas não por isso menos informativa.   

 

As oficinas contaram com a participação e contribuição de Pedro Novais, professor do IPPUR, Rafael Vidal e Stephanie Assaf, pós-graduandos do IPPUR, assim como representantes do coletivo Chamas, da casa Fluminense e da Republica.org. Tornou-se assim um espaço de troca e dialogo de caráter altamente dinâmico e formativo.

 

A oficina teve como resultados diferentes produtos de comunicação, tais como jogos de educação política, folders explicando o processo de licitação e o papel do Estado, vídeos explicando a questão da sustentabilidade e o acesso à universidade mediante a realização de um percurso no campus da UFRJ.

 

Isso constitui um arquivo de material a ser utilizado nas Rodas de Dialogo que serão realizadas nos próximos anos na rede pública de ensino do Rio de Janeiro.

 

Como resultado, os alunos e os professores envolvidos começaram a compreender a comunicação como um processo fundamental para a realização de qualquer projeto de extensão que pretenda sair do espaço da sala de aula para o mundo da vida cotidiana. Saber comunicar se torna assim uma habilidade central também para a atuação de gestores públicos na produção de conhecimento, na sua divulgação e na formação da opinião pública.  

 

 

JONATHAN FELIPE PEREIRA (Aluno GPDES)

 

O projeto EUNAUFRJ se consolida como um instrumento de promoção do maior nível de informação sobre os processos que envolvem a entrada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, bem como seus principais institutos e prédios localizados no Fundão (Cidade Universitária).

 

Soma-se a isso a sua implementação que  só foi possível devido à articulação dos estudantes integrantes do projeto. Dessa forma, compreendemos a  importância e relevância do desenvolvimento e continuidade do projeto, além da necessidade de seu maior engajamento das forças de atuação. Sabemos o real valor das técnicas de comunicação como instrumento capaz de diminuir as disparidades sociais e educacionais presentes no território brasileiro e temos o prazer de dividir com vocês um pouco do nosso trabalho até aqui desempenhado.

imagem rodas de dialogo

 

 

O QUE É CIDADANIA?

Por Isabelle Lins e Silvia Gonçalves (Alunas do GPDES)

A extensão/oficina “Rodas de Diálogo: Acesso a Serviços Públicos e Consolidação da Cidadania” carrega em seu nome, de forma abrangente, os deveres do Estado para garantirem, em sentido material, os direitos de seus cidadãos. É preciso dar acesso aos serviços públicos e formar e reformar medidas que permitam a consolidação da cidadania.

Nós, gestores públicos em formação, temos o dever de pensar e executar todas as futuras medidas, programas e projetos com um olhar para o povo. Por exemplo, não adianta instalar um posto eleitoral numa localidade onde o público precise de mais de duas horas de caminhada e dois barcos para chegar, isso impede e/ou prejudica que o individuo exerça seus direitos, mesmo que estejam garantidos num sentido formal, ou seja, constitucionalmente.

Nessa extensão, nós fazemos um trabalho de conscientização – que o Estado não faz de maneira eficiente – para com os jovens de escola pública, ensinando e relembrando a estes seus direitos e deveres, a estrutura do Estado, como fatores externos ajudam ou prejudicam o exercício individual da cidadania, entre outros pontos pertinentes. Além de fazermos análises mais completas e profundas em nossos encontros fechados, que nos ajudam a refletir sobre temáticas essenciais para nossas futuras funções, seja no setor público ou no terceiro setor.

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