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mulheres MCMV

                                              Foto Ilustrativa - Crédito: Vermelho.org/Reprodução

 

O trabalho “O Gênero da Habitação: a diretriz de titulação feminina no Programa Minha Casa Minha Vida”, resultado de pesquisa desenvolvida durante o Mestrado no IPPUR pela pesquisadora Poliana Gonçalves Monteiro, recebeu menção honrosa no dia 17 de dezembro, no evento CAU+Mulher. A premiação foi promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) com intuito de dar visibilidade, entre outras categorias, ao trabalho teórico de mulheres Arquitetas e Urbanistas.

 

A dissertação relaciona o espaço urbano àqueles que o habitam, dando ênfase no gênero como um elemento fundamental para a compreensão de um sistema opressor, exploratório e patriarcal que impõe a ocupação, distribuição e significação do território de maneira desigual. A autora compreende, nesse sentido, que a desigualdade de gênero no acesso ao sistema urbano, produzida pela produção capitalista do espaço, determina um acesso desigual ao sistema urbano que, por sua vez, provoca um desenvolvimento espacial desigual que permeia material e simbolicamente o cotidiano da sociedade.

 

Nesse sentido, a Diretriz de Titulação Feminina se estabelece como uma interlocutora entre as questões referentes à habitação de interesse social, assim como à desigualdade de gênero, afirmando a conexão entre as elações de gênero, a produção do espaço e o padrão desigual de acesso à cidade de mulheres e homens. A partir desses aspectos, Poliana Monteiro analisa o ingresso à cidade, caracterizando-a como um local socialmente oprimido, politicamente invisibilizado e economicamente vulnerável, compreendendo a Diretriz como uma possível transformadora das desigualdades de gênero diante da produção capitalista do espaço.

 

A partir de uma pesquisa empírica, a autora evidenciou o “acúmulo de vulnerabilidades inerentes à desigualdade de classe e gênero em seu nexo com o sistema urbano e reafirmou a pertinência de noções como feminização da pobreza e divisão sexual do trabalho”. A análise de que a vulnerabilidade feminina é ainda mais acentuada no conjunto periférico do que nas outras localidades da cidade apresenta, nesse sentido, a relevância das desvantagens inerentes ao processo de constituição do espaço urbano, sendo evidenciadas pela dissertação uma série de características que acentuam ou reduzem essa realidade extremamente desigual.

 

Acesse a dissertação “O Gênero da Habitação: A Diretriz de Titulação Feminina no Programa Minha Casa Minha Vida” no link: http://objdig.ufrj.br/42/teses/869346.pdf

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