Biblioteca do IPPUR/UFRJ comunica que a produção científica dos cursos de Graduação e Especialização do IPPUR agora está disponível no Pantheon Repositório Institucional da UFRJ. Para acessar o site, clique aqui.

 

luto museu nacional
 
A potência simbólica das chamas que engoliram o Museu Nacional é o quadro mais devastador de um governo que trata recursos para educação, cultura, ciência e tecnologia como gastos, e não como investimentos. Esse quadro sintetiza a duração e aprimoramento de um desprezo recalcitrante pela coisa pública, pelos valores dos povos, pela identidade das nações, pela memória e educação de milhões de brasileiros.
 
O bicentenário do nosso Museu Nacional está marcado por uma tragédia sem precedentes, que retira do mundo das coisas, de uma só vez, uma fabulosa reunião de objetos coletados ao longo de séculos, objetos-testemunhos de outras eras, de outras épocas, de tantas civilizações e dos valores sobre os quais se assentavam. Faz também desaparecer a produção de milhares de pesquisadores comprometidos com o patrimônio público, com a pesquisa e com a formação de gerações de jovens e adultos em nosso país. 
 
O vazio deixado pelo fogo da Ignorância, da Arrogância e da Intransigência para com muitos aspectos da humanidade e, especialmente, para com a memória dos povos, da ciência e da cultura de nosso país, é brutalmente preenchido pelo entendimento de que “cultura”, para sucessivos governos, não passa de um conceito submetido à lógica mercantil. O Museu Nacional, o maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina, ainda ardia, na noite de domingo, quando o Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, declarou que começaria “nesta segunda a fazer o projeto de reconstrução do Museu Nacional”. Um projeto impossível.
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