Pesquisar

pt br  en us

 

capes horizontal   

Cnpq

        

periodicos2

 

logo faperj cor

 

Natasha PutaDeiCampinas ed

                                    Evento PutaDei em Campinas (Foto presente no trabalho de Diana Helene Ramos)

 

No ano de 1960, o poder público de Campinas definiu a "Zona" da cidade, com o objetivo de concentrar numa área periférica todas as atividades ligadas à prostituição na cidade, garantindo seu zoneamento fora do espaço urbano consolidado. Essa "invenção" é o ponto de partida da pesquisa "Preta, pobre e puta: a segregação urbana da prostituição em Campinas", de Diana Helene Ramos, vencedora do Prêmio Capes de Tese 2016 na área de PUR/Demografia.

 

O trabalho de Diana Helene Ramos contou com a orientação da Profa. Dra. Soraya Silveira Simões e da Profa. Dra. Ana Clara Torres Ribeiro (in memoriam). E representa mais um resultado importante do Observatório da Prostituição, vinculado ao IPPUR/UFRJ.

 

PUTA TEM DIREITO À CIDADE?

 

De acordo com a pesquisadora, o interesse pelo objeto de estudo da tese surgiu devido à uma peculiaridade dessa Zona: ela foi criada estrategicamente no final dos anos 1960 pelo poder público, com o objetivo de concentrar numa área periférica todas as atividades ligadas à prostituição na cidade, garantindo seu zoneamento fora do espaço urbano consolidado.

 

"Nesse sentido, ao analisar a cidade de Campinas, no interior do estado de São Paulo, procuro entender sua história a partir da segregação urbana da prostituição - a saber, a 'invenção' de uma área confinada para as atividades prostitucionais chamada Jardim Itatinga - como uma forma de organização da cidade que se articula com diversas demarcações de desvio, estigma e impureza", explica Diana Helene Ramos.

 

"Essa política de segregação resultou na perseguição das prostitutas que, contudo, persistem trabalhando fora dali. Entre suas estratégias de proteção e permanência, a mais expressiva é a fundação da Associação Mulheres Guerreiras, localizada no centro da cidade", descreve.

A tese examina, portanto, as tensões, os conflitos, as táticas e as estratégias de um grupo social historicamente estigmatizado e com forte presença em áreas urbanas centrais, face às intervenções do planejamento urbano.

 

Sua circulação nos diferentes locais de prostituição em Campinas, suas estratégias para o estabelecimento de “pontos” de permanência em espaços não planejados oficialmente para sua presença, suas redes e articulações com outros pares “desviantes” e, principalmente, suas táticas de resistência à expulsão e luta por reconhecimento são objetos de atenção.

 

De acordo com Diana Helene Ramos, a ideia do trabalho foi compreender como se estrutura, nos espaços físicos e políticos da cidade essa disputa particular – "marcada por recortes de classe, de raça e especialmente de gênero – que tem a prostituição como foco de interesse. Tentei, por fim, possibilitar o vislumbramento de uma organização urbana generificada que se justifica em discursos ora sanitários, ora econômicos, ora morais e cuja história registra a constante tensão entre o planejamento urbano oficial e os habitantes da cidade, com suas reivindicações pelo direito a nela existirem", argumenta a pesquisadora.

 

A tese de Diana Helene Ramos está disponível na Base Minerva da Biblioteca IPPUR.

 

Acesse no link abaixo:

 HELENE, Diana. “PRETA, POBRE E PUTA”: a segregação urbana da prostituição em Campinas – Jardim Itatinga. Tese (doutorado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Rio de janeiro, 2015. Tese ganhadora do Prêmio Capes de Tese 2016 da área de PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL / DEMOGRAFIA

SINTAE

No período de 11 a 14 de novembro aconteceu o Seminário de Integração dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação (SINTAE/UFRJ). A equipe do IPPUR participou do evento e um dos destaques foi o trabalho sobre transparência na gestão pública da aluna Rosemere T. Roza.

 

O SINTAE é uma realização da Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4), tendo sido iniciada em 2013.

 

O evento tem como principal finalidade promover a integração dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs), por meio da troca de experiências e conhecimentos nas diversas áreas do saber, além de dar visibilidade e mapear as suas produções profissionais e científicas.

O VII SINTAE configura-se como a edição com o maior número de trabalhos aprovados e de participações externas. A programação, distribuída em 4 dias, incluiu a apresentação de 162 trabalhos orais e 54 exibições de pôsteres, nas categorias Ensino, Pesquisa, Extensão Pública e Universitária, sobre diversos eixos temáticos, como  acessibilidade e inclusão; arquitetura, urbanismo e infraestrutura; entre outros.

Ao todo foram trabalhos de Servidores Técnico-Administrativos em Educação de 18 instituições públicas de ensino, além da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, instituidora e anfitriã do evento.

 

TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO PÚBLICA

 

A aluna Rosemere Teideira Roza, do Curso de Especialização em Gestão Pública do IPPUR, apresentou o trabalho "A transparência na gestão pública — Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da UFRJ" com o objetivo de analisar a transparência pública do orçamento participativo, que permite influenciar e decidir sobre o uso do recurso público, e o acesso ao planejamento orçamentário da universidade, conduzido pela Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR3).

 

Segundo Rosemere Roza, a pesquisa busca fortalecer a metodologia do orçamento participativo junto ao corpo social da UFRJ e aprimorar a publicização dos gastos públicos no Brasil, contribuindo, assim, para uma reflexão das ferramentas de controle e a autonomia das universidades.

 

"Agradeço ao IPPUR e a todos os envolvidos no  Programa de Especialização em Gestão Pública por terem tido a iniciativa de oferecer esse curso aos servidores  administrativos. Com isso, eu, em 30 anos de UFRJ, tive a oportunidade  de viver essa experiência de muito trabalho, adrenalina, emoção, conhecendo e fazendo amigos de diferentes localidades/setores que, com certeza, levarei para minha vida, e sei que ganhei uma nova casa com excelentes professores, pessoas especiais e amigos que farão  parte da minha  história e de muitos colegas de UFRJ!"

bicicleta salvador

O Laboratório Redes Urbanas (IPPUR/UFRJ) divulga a nova edição da Revista Chão Urbano (n.6, nov/dez 2019) cujo destaque é o debate sobre mobilidade urbana. O artigo dos pesquisadores Kaíc Lopes e Adriana Rossetto analisa a infraestrutura relacionada à integração da bicicleta com o sistema metroviário em Salvador.

 

O artigo "Índice Integração intermodal entre a bicicleta e o Sistema Metroviário de Salvador: o caso das Estações Lapa e Campo da Pólvora" aborda a ocupação e uso do solo na capital baiana como característica fundamental para a escolha de um modo de transporte,.

 

Além disso, o estudo avalia as estações por através de equipamentos de apoio que atendem à integração eficiente– avaliando as estações de metrô, rede cicloviária e a opinião dos usuários – para descobrir o potencial de integração das estações.

 

REVISTA CHÃO URBANO

A Revista Chão Urbano é uma publicação do Laboratório Redes Urbanas e Laboratório das Regiões Metropolitanas, do IPPUR-UFRJ, coordenado pelo Prof. Dr. Mauro Kleiman.

A publicação está voltada para o debate e divulgação de estudos no campo da pesquisa do planejamento do território em suas várias escalas e diferentes dimensões de sua problemática, entre as quais: infraestrutura ligada à habitabilidade e a circulação; transportes e mobilidade; governança; modelos, planos e projetos urbano-metropolitanos; planejamento e desenvolvimento regional; recursos hídricos. A publicação resulta de trabalho coletivo da equipe e Pesquisadores Associados dos laboratórios, e de seu Comitê Editorial.

 Conheça a Revista Chão Urbano no link: 

http://www.chaourbano.com.br/

 

INTEGRAÇÃO METRÔ-BICICLETA EM SALVADOR

 

A rápida urbanização das cidades brasileiras, principalmente as capitais, gerou cidades com grande número populacional e consequentemente maior demanda pelo uso de transportes. A partir desta necessidade, as cidades precisam se reinventar, planejar e gerir sistemas de transportes que sejam capazes de atender à população que necessita realizar os deslocamentos diários para realizar suas atividades.

Nesse sentido, a integração intermodal constitui-se como uma alternativa eficiente na utilização dos meios de transportes e pode ser definida pelo uso de dois (ou mais) modos de transportes diferentes em um só deslocamento, podendo ser realizada através da bicicleta e integrada aos transportes coletivos.

No Brasil, por exemplo, a eficácia da integração pode ser uma forte aliada para aumentar a mobilidade, sobretudo de pessoas que residem afastadas do centro e com menor renda, sobretudo pela necessidade de transporte eficiente e muitas vezes pela incapacidade de arcar com altos custos e longas distâncias de deslocamentos.

Assim, este artigo pretende avaliar a bicicleta como meio de transporte potencialmente viável para contribuir na integração com o sistema metroviário, o recorte espacial são duas estações do Sistema Metroviário de Salvador – Estações Lapa e Campo da Pólvora, localizadas na Área Central.

Leia o artigo completo no link:

http://www.chaourbano.com.br/adm/revistas/arquivos/revista153.pdf

saude no ambiente universitario

O Centro Acadêmico dos Estudantes de Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social (CAGesP/GPDES/IPPUR) promoveu, no dia 04 de novembro, a atividade "Saúde Mental no ambiente universitário" abrindo um espaço de escuta e acolhimento em saúde para alunos, técnicos e professores.

 

O Boletim IPPUR divulga o relato da estudante Bruna M. M. Fagundes, do GPDES, que acompanhou o evento. Acreditamos ser fundamental a construção de espaços de troca plural e de cuidado para o fortalecimento da comunidade universitária.

 

Para mais informações, acesse a página do CAGESP e do Projeto ReSignificar.

 

Saúde mental no ambiente universitário

Bruna M.M.Fagundes, aluna do GPDES/IPPUR

Rio de Janeiro, 17 de novembro de 2019

 

O Centro Acadêmico do curso de Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social (GPDES) realizou uma roda de conversa, no dia 04 de novembro de 2019, com o tema central focado na saúde mental, abordando também o psicológico dos discentes e os outros funcionários que compõem a instituição universitária.

 

A mesa foi composta pelas psicólogas Driele Francisco, Gabriela Leite e Rebecca Alcici e a médica Gabriela Fidelis que fazem parte do Projeto Ressignificar.

 

Foram discutidas as medidas de prevenção aos sofrimento psíquico no ambiente universitário, do trabalhador ao estudante, na medida em que  se verifica o aumento de doenças como a síndrome do impostor, a depressão e ansiedade no meio acadêmico. Possivelmente a cobrança por produtividade, a competição, a incerteza de um futuro e a quantidade de informações relativas ao futuro da Ciência no Brasil têm gerado o aumento das doenças psíquicas.

 

A roda de conversa abordou diversos assuntos, como as pressões sociais que os estudantes recebem das famílias, da sociedade, e de si próprio. Vale ressaltar que a UFRJ recebe muitos estudantes de outros estados brasileiros, e que, muitas vezes, fazer a formação universitária longe da família exige mais do aluno — e por isso recomenda-se que tenha um acompanhamento psicológico.

O corpo docente foi citado diversas vezes, pois são eles que estão diretamente relacionados na troca de conteúdo intelectual e no acompanhamento do semestre, e que é necessário que esses profissionais também possam ser escutados, pois lidam com uma rotina de prazos e pressões diárias.

 

Os técnicos do instituto — que são profissionais vistos muitas vezes como invisíveis dentro desse espaço — também foram lembrados e do quão todos que compõem o quadro são importantes para o funcionamento da instituição.

 

Por fim foi discutido o papel do SUS, o funcionamento da NASF ( Núcleo de Apoio á Saúde da Família) e o desmonte na saúde pública como um todo e os cortes que já estão recebendo na área da psicologia e psiquiatria e como tudo isso irá afetar a saúde de todos que precisam desses atendimentos em especial a população de negros, pardos e indígenas.

 

O Centro acadêmico gostaria de agradecer ao IPPUR, ao Projeto Ressignificar e a todos que participaram da roda de conversa. Acreditamos que foi muito importante ter uma mesa com a pluralidade de vozes, pois o foco é equidade em todos os espaços.

SINARUB capa

Está aberta a chamada para submissão de artigos para o VI Simpósio Nacional o Rural e o Urbano no Brasil (VI SINARUB), que acontecerá no período de 13 a 16 de maio de 2020, em Salvador. O evento, que conta com a organização da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), tem como tema "Por uma pauta de visibilidade do rural e do urbano". O prazo para submissão vai até 20 de dezembro.

 

O Simpósio Nacional o Rural e o Urbano no Brasil (SINARUB) é fruto dos debates e das pesquisas no âmbito da Geografia, de temas que envolvem as metamorfoses da cidade e do campo, seus sentidos e significados.

 

Em 2020 os eventos serão realizados pelos PPG de Planejamento Ambiental e o de Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social da Universidade Católica do Salvador, de forma integrada e continuada do Simpósio Nacional o Rural e o Urbano no Brasil (SINARUB), do Seminário Nacional de Planejamento e Desenvolvimento (SNPD) e do Encontro Nacional dos Mestrados Profissionais da Área Planejamento Urbano e Regional e Demografia -PLURD/CAPES (EMPURD).

 

Sobre o evento

 

Os modos de vida rural e urbano, as diretrizes de desenvolvimento rural e urbano, as relações entre ciências, sociedade e natureza no mundo rural e no urbano, têm sido abordados pelas diferentes áreas ou disciplinas científica, predominantemente, de forma segmentada com hegemonia do urbano enquanto padrão de desenvolvimento a ser universalizado.

 

Dito de outro modo, o processo dominante de urbanização associada à industrialização é assumido como homogeneizador socioespacial, o que, no Brasil, atribui ao urbano industrial o lugar de fala civilizatório, que produz invisibilidade do rural tanto em suas peculiaridades e sociohistoricidade quanto em suas relações com o urbano, e da cidade como processo sociohistórico cujas formação, conformação e transformação é intrinsecamente vinculado ao rural em disputa sobre a mesma base material de apropriação da terra, da natureza, da biodiversidade.

 

Reconhece-se nessa perspectiva que aí se estabelecem dicotomias construídas teoricamente e silenciadoras da vida cotidiana, problemática cujo enfrentamento requer aliança interdisciplinar com possibilidades de transdisciplinaridade para que se efetive diálogo entre ciência e sociedade, capaz de gerar pauta de questões que ao serem problematizadas reconheçam o lugar dos modos de vida de homens e mulheres rurais e urbanos na construção virtuosa de ecodinâmicas interescalares para padrão de desenvolvimento que contemple a diversidade como inerente à conservação da vida.

  

Para submissão de trabalhos, acesse o site do VI SINARUB.

UFRJ IPPUR - UFRJ
Desenvolvido por: TIC/UFRJ