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No dia 29 de abril, a Faculdade de Letras e todos os seus alunos, professores, técnicos, terceirizados e visitantes, perderam um de seus mais ilustres habitantes, que fazia as vezes de anfitrião do lugar. No dia 29 de julho, Carvalho nos deixou. Há anos, Carvalho organizava, todos os dias, em sua banca, os livros que alimentavam todos os leitores da Faculdade de Letras, e ainda prestava suas homenagens, em várias línguas, à nossa Universidade, nas camisetas que ali vendia. Sua banca era frequentada por leitores que, invariavelmente, se tornavam seus amigos e encontravam em Carvalho um parceiro para boas conversas, entre uma aula e outra. Carvalho nos deixou após sofrer um acidente vascular cerebral.

O IPPUR sente profundamente a perda do querido amigo, livreiro e anfitrião, de fato, da Faculdade de Letras da UFRJ.

 

Reproduzimos abaixo postagem de Andrea Lombardi, Professor da UFRJ, via Facebook.

 

NOSSO LIVREIRO DA FACULDADE

A chegada na Faculdade ostenta uma perda irreparável, um buraco, um abismo. Uma perda grande mesmo: a do Carvalho, o livreiro, O LIVREIRO. Ele é nosso livreiro do Rio (não o livreiro de Cabul). Sem ele vai ter um vazio. Entrando no átrio da Faculdade, desde quando colocaram as catracas (precisa sempre lembrar: "entrada à direita, saída, novamente à direita, mas do outro lado, não desse"!). Havia sorrisos parcos - não se sabe por que motivo - quase nunca uma resposta correspondente a um "Bom dia", que saia quase sempre espontânea. Passando o café do Guimarães (um delicioso café), lá era outra coisa. Carvalho, de longe ou mais de perto, cumprimentava afetuoso, mesmo conversando com outra pessoa; virava, lançava uma abraço de longe. "Aquele abraço". Afetuoso é pouco: cumprimentava efusivo, sorridente. Da velha guarda, o Carvalho: um sorriso - essa é a verdade - não custa e não se nega a ninguém. E um sorriso - se sabe - esquenta um dia, preenche aquele momento de vazio e de pequena tensão: alunos que irão enfrentar um prof. meio nervoso... E o Prof. meio nervoso, na dúvida - antes de entrar na sala de aula - de mostrar sua tensão ou ocultá-la. E quantos aos livros do Carvalho: que tentação! Os  alunos recebiam livros muitas vezes a preços rasgados, até alguns de presente (coisa de louco!). E os professores resistiam, decididamente, à profusão de títulos. Velhos, novos, lidos, não lidos, a serem lidos, a serem relidos. Carvalho entendia. Livros que preenchem as paredes de casa, quase chegam ao banheiro. Carvalho! Quem vai nos cumprimentar tão efusivamente

O grupo Renascença: cultura e barbárie e o laboratório ESTTRADA em homenagem ao nosso amigo, nosso livreiro (Esther Martins Heglan Moura Gaetano D'Itria Nayana Montechiari, Vera Horn, Victor Canabarro, Andrea Lombardi)

 

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